segunda-feira, 30 de março de 2020

Três cuquedos para espantar medos #Fique em casa 9


Hoje começam as férias da Páscoa. Serão umas férias diferentes. Umas férias com mais tempo para LER!...
As sugestões que hoje apresentamos são um convite a otimizar o tempo desta paragem letiva, em casa. 
Os momentos de leitura partilhada entre pais e filhos convertem-se em boas memórias afetivas ligadas ao livro: são um importante contributo para criar o gosto pela leitura.

Propomos, então, para estes dias, TRÊS CUQUEDOS, uma trilogia da autoria de Clara Cunha e Paulo Galindro:

Depois do enorme sucesso que foi, em 2008, O CUQUEDO, Esta dupla autoral fez chegar até nós, em 2017, O CUQUEDO E UM AMOR QUE METE MEDO, e, em 2019, O CUQUEDO E OS PEQUENOS APRENDIZES DO MEDO.
Parece que o Cuquedo veio para ficar!


Miolo do primeiro volume:
uma das expressões mais conhecidas do público infantil "Alto Lá!"

Miolo do primeiro volume:
outra das expressões que fica no ouvido de todos "Ai tu não sabes?"
São já várias as recriações do primeiro livro deste trilogia, disponíveis na web, prova de que a obra se presta a múltiplas atividades e leituras. Escolhemos a leitura de Elsa Serra:


  
Mas também gostamos do resultado final do vídeo que se encontra AQUI.


O segundo volume O Cuquedo e um amor que mete medo, é deliciosamente contado (e cantado) por Luísa Sobral, AQUI.

Miolo do segundo volume:
 a resposta "refrão" do Cuquedo às pretendentes que não sabem assustar.

Miolo do segundo volume: Apareceu a Cuqueda...

Também nos pareceu particularmente interessante esta recriação do mesmo volume, que conta com a participação de crianças:





O terceiro volume, O Cuquedo e os pequenos aprendizes do medo, conta a história dos descendentes do Cuquedo e da Cuqueda: os Cuquedinhos que não sabiam assustar...

Miolo do terceiro volume:
Os cuquedinhos não sabiam assustar. Mas alguém os vai ensinar...

Miolo do terceiro volume:
E... quem ri por último ri melhor.

Miolo do terceiro volume:
...foi o que aconteceu com o milhão de Cuquedinhos!

Ao longo dos três livros que compõem esta trilogia, o pequeno leitor vai travando amizade com uma grande variedade de animais, que Paulo Galindro (ilustrador) se encarrega de representar com muito humor.
 
O primeiro Cuquedo é habitado por Zebras, Hipópotamos, Elefantes, Girafas e Rinocerontes, que se passeiam na Selva.
No segundo Cuquedo, aprensentam-se para casar a Grou, a Macaca, a Hiena e a Serpente.
No último Cuquedo, os Cuquedinhos Aprendizes do Medo vão cruzar-se com Crocodilos, com Ocapis, com Búfalos, com Abutres e com Tigres.

Miolo do terceiro volume:
o encontro com os búfalos e o humor que Paulo Galindro confere à ilustração.
A estrutura acumulativa destas narrativas convida à memorização e dramatização das mesmas. E como estamos de férias, em casa, temos mais tempo para o fazer. Deixamos quatro sugestões em torno destas obras:

1. Um Teatro cá em casa:

Vamos ouvir a(s) história, tentar memorizá-la(s) e contá-la(s), em família, de forma dialogada, e teatralizada: cada elemento da família representa uma personagem. Aproveitem (sobretudo no primeiro volume) para se movimentarem "de cá para lá, e de lá para cá!" Se faltarem personagens, podemos criá-las:

2. Uma Selva de Fantoches

Vamos criar fantoches para representar os animais: com recurso a material de desperdício, como rolos de  papel higiénico, garrafas, restos de tecido, pedaços de madeira, etc (inspirem-se no pinterest, por exemplo). Depois é só por os "fantoches" a falar. Enquanto a Girafa grita "ALTO LÁ!", a Macaca diz "Quero eu, quero eu!"

O Cuquedo veio para ficar!

3. Uma oficina de Cuquedos

Vamos fazer Cuquedos! Com a técnica do pompom é muito fácil: só precisamos de dois círculos de cartão e de lã (podemos fazer cuquedos de todas a cores!), uns bocadinhos de tecido, papel ou plástico para fazer os olhos e a boca, e uns pauzinhos para as pernas e braços. Podemos espreitar a técnica AQUI.


4. Segredos da Selva

Se quiserem aproveitar para saber um pouco mais sobre os animais destes livros e os seus habitats, também podem construir maquetes (aproveitando caixas vazias) e recriar os cenários evocados. Podem juntar uma etiqueta (pequeno cartão) com a voz de cada animal (usem um palito e cola para fixar as etiquetas) ou com uma breve apresentação do mesmo.

Miolo do terceiro volume: os ocapis.

É muito fácil despertar o gosto pela leitura em crianças de tenra idade: transformemos os momentos de convívio com o livro em momentos de conversa e de jogo... à medida que a curiosidade vai aumentando, o conhecimento evoluirá naturalmente.

Boas férias! Boas leituras!

Ficamos à espera das vossas partilhas: trabalhos, experiências, testemunhos. Vamos continuar a inspirar-nos uns aos outros.

#Fiquem em casa e redescubram o prazer de ler juntos.





sexta-feira, 27 de março de 2020

As casas que moram em nós #Fique em Casa 8

O momento que atravessamos fez-nos repensar a CASA e o que ela representa, trouxe-lhe novos sentidos... Nunca estivemos tanto tempo em Casa.
Ora, a Literatura para a Infância é pródiga em publicações em torno do conceito e da temática da CASA.
Escolhemos para hoje uma obra com um título inusitado: Onde moram as Casas, um livro da autoria de Carla Maia de Almeida e Alexandre Esgaio.


Trata-se de um trabalho que convida a (re)visitar as casas e as pessoas que nos habitam. E pode ser visto, e ouvido pela voz de Elsa Serra, aqui:


"As pessoas moram nas casas, mas o contrário também é verdade: AS CASAS MORAM NAS PESSOAS." É assim que começa esta história...

Dupla página inicial

1. As Casas que moram em mim

Já tínhamos pensado nisto? Que casas moram em nós? Que casas fazem parte de nós? Podemos conversar sobre o assunto e representar as casas que são importantes para cada elemento da família.

Dupla página - miolo da obra
"Os abraços de algumas pessoas são como grandes salões de festa onde cabe muita gente."




2. Quem fica na sala? 

Vamos aceitar o repto da autora e entrar neste jogo: desenhamos uma casa e dentro de cada divisão escrevemos o nome (ou desenhamos) das pessoas que associamos àquela divisão.


Dupla página - miolo da obra

"A cozinha é o coração da casa..."


3. Um hino à minha cozinha

Ao jeito de Carla Maia de Almeida, vamos associar SABORES aos diferentes momentos do dia (ou da vida). Em alternativa podemos associar receitas a diferentes estados de espírito. Bolo de chocolate para quando... Salada de fruta para os momentos...

Dupla página - miolo da obra
4. Jogo da Glória

Esta dupla página lembra-nos o Jogo da Glória. E se inventássemos um parecido com "segredos" sobre a nossa casa, as suas divisões, ou com as casas que moram em nós?

5. Guardas para guardar as "minhas casas"

Vamos inspirar-nos nas guardas desta obra e construir algo parecido, com a representação das casas que moram em nós (a nossa, as dos nossos famililiares e amigos, a escola... ).

Guardas iniciais

Guardas Finais
Inspirem-se: vão descobrir novos motivos para gostar de estar em casa.
Continuem a partilhar connosco as vossas experiências, e não se esqueçam:

#Fiquem em casa e (re)descubram o prazer de ler juntos

quinta-feira, 26 de março de 2020

Os relógios da família #Fique em Casa 7

Conhecemos bem o sucesso que este livro faz em contexto familiar: é um dos ex-libris do programa ELF, que, até à data, tem integrado todas as edições do projeto.


O meu avô constitui um excelente exemplar do que de BOM se faz, hoje, em Portugal, ao nível da Literatura para a Infância. Escrito e ilustrado por Catarina Sobral, valeu-lhe o prémio internacional ilustração 2014 (Bolonha). 
Podemos ouvir (e ver) a leitura deste livro, pela voz da autora: aqui.

Dupla página inicial: apresentação comparativa
do momento do despertar do avô e do Dr. Sebastião
A Luísa diz que prefere o relógio do avô:)
Podemos integrar esta obra na temática das representações da família, e mais concretamente na representação dos avós, nos dias de hoje. Paralelamente, este trabalho de Catarina Sobral levanta questões muito pertinentes sobre o TEMPO e o que fazemos com ele: bem a propósito, portanto. 
Falamos deste livro AQUI, aquando do arranque do programa ELF.

Dupla página do miolo:
apresentação comparativa das ocupações do Avô e do Dr. Sebastião
Recuperamos, como sugestões de exploração em família, as atividades que mais sucesso têm tido por aqui.

1. "O meu avô e eu": como é o nosso tempo?

Podemos refletir e conversar sobre o modo como o nosso avô ocupa o tempo. É parecido com o avô desta história? Ou com o Dr. Sebastião? E os outros membros da família? E agora? O que mudou na ocupação do nosso tempo?

Última página do álbum O meu avô

2. Os relógios da Família

O que fazemos com o nosso tempo? Sugerimos que representem num relógio (aproveitem para fazer uma breve pesquisa de imagem sobre este objeto) a ocupação do tempo de cada elemento da família. Podemos até fazer um plano de ocupação do nosso tempo, depois da quarentena. O que vai mudar? (porque alguma coisa vai mudar, com certeza).

Dupla página do miolo:
apresentação comparativa de um dos momentos do dia do Avô e do Dr. Sebastião.

3. Outros tempos espreitam desta obra

Este livro está cheio de intertextos, vindos, por exemplo, do mundo da pintura e do cinema. Falamos destes intertextos AQUI.

Contracapa
Na contracapa, a autora pisca-nos o olho, comparando os tempos de hoje com os Tempos Modernos de Charlie Chaplin. Talvez a quarentena nos ofereça um bocadinho de tempo para (re)visitarmos esta pérola do cinema:



Para conhecermos o que já foi dito, e feito, a partir deste livro, no âmbito do programa ELF, podemos espreitar AQUI (2018) e AQUI (2019).
Na mais recente edição do projeto, cuja tertúlia de encerramento teve lugar no passado dia 6 de março, a família do Lucas construiu esta bonita peça:


Queremos agradecer a todos quantos têm partilhado connosco os seus trabalhos! Têm sido muito generosos: obrigada. Vamos continuar a inspirar-nos uns aos outros.

#Fiquem em casa e (re)descubram o prazer de ler juntos.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Coisas boas para fazer devagar #Fique em Casa 6

Hoje trazemos mais uma proposta nacional, de um maiores nomes da literatura infantil e juvenil em Portugal: Alice Vieira.

E propomos dar continuidade ao lado lúdico da língua e às inúmeras possibilidades da poesia, que pode até assumir a forma de charada. Hoje propomos A Charada da Bicharada!


Trata-se de um belíssimo álbum, escrito por Alice Vieira e ilustrado por Madalena Matoso, que reúne um conjunto de catorze textos de temática animal, que correspondem a catorze adivinhas. A solução da adivinha encontra-se escondida na ilustração.
Podemos ficar a conhecer o livro, aqui:


E como podemos brincar com estas charadas?
Escolhemos quatro poemas relacionados com animais muito especiais, com uma forte carga simbólica, que nos podem ajudar a refletir sobre os tempos que correm.
Este é o primeiro: Felino. As garras prontas. 


O que nos pode ensinar este animal, acerca de Ficar em Casa?
Vamos pensar, conversar, e, se quiserem, desenhar ao jeito da Madalena Matoso.

O segundo é este: Eu cá sou um roedor


Conhecem outros roedores famosos? Podemos fazer uma breve pesquisa (na memória, na nossa biblioteca ou na internet) sobre outros textos protagonizados por este pequeno animal (e olhem que há muitos). Quantos conseguiram descobrir? E se fizéssemos umas adivinhas com eles, para desafiarmos os nossos amigos?

O terceiro é este: Cara colada ao solo, vou de rastos



Temos tanto a aprender com este pequeno ser! Que tal fazermos uma lista de coisas que só são possíveis quando abrandamos. Coisas boas para fazer devagar...

E por último, propomos: Algumas pessoas gostam de mim 


Para fazer companhia às andorinhas mensageiras da esperança, de que falamos AQUI, que tal construirmos pombas mensageiras da paz?

Apreciem o momento, degustem e façam-nos chegar as vossas criações. Vamos continuar a inspirar-nos uns aos outros.

#Fiquem em casa e (re)descubram o prazer de ler juntos.


terça-feira, 24 de março de 2020

Pias de Poesia? Sim! E muito humor #Fique em casa 5

A nossa sugestão de hoje, ainda à volta da poesia, vai levar-nos a (re)visitar um dos grandes nomes da literatura portuguesa: Fernando Pessoa.
Sim, porque este grande português, mundialmente conhecido, também escreveu para crianças. Trazemos três poemas, bem dispostos, que Fernando Pessoa terá escrito para os seus sobrinhos: Poema Pial, Levava eu um Jarrinho e No Comboio Descendente.



POEMA PIAL
Toda a gente que tem as mãos frias
Deve metê-las dentro das pias.
Pia número UM
Para quem mexe as orelhas em jejum.
Pia número DOIS,
Para quem bebe bifes de bois.
Pia número TRÊS,
Para quem espirra só meia vez.
Pia número QUATRO,
Para quem manda as ventas ao teatro.
Pia número CINCO,
Para quem come a chave do trinco.
Pia número SEIS,
Para quem se penteia com bolos-reis
Pia número SETE,
Para quem canta até que o telhado se derrete.
Pia número OITO,
Para quem parte nozes quando é afoito.
Pia número NOVE,
Para quem se parece com uma couve.
Pia número DEZ,
Para quem cola selos nas unhas dos pés.
E, como as mãos já não estão frias,
Tampa nas pias!

A Raquel Patriarca "conta-nos", aqui, este poema:



Ideias para brincar com este texto:

1. Pias de Poesia

Vamos moldar, em plasticina, em massa de pão (que pode depois ser servida como sobremesa), ou noutro material, pias (podemos arranjar pias de todos os tamanhos e feitios), e vamos enchê-las de poesia: escrevemos um verso ou uma estrofe do poema, ou inventamos ao jeito de Fernando Pessoa, num papel ou cartão, colamos um palito e espetamos na pia. Também podemos desenhar a nossa pia e colocar lá um novo poema, inspirado no Poema Pial. (Na sugestão #Fique em Casa 4 apresentamos ideias para escrever poemas com números).




Levava eu um Jarrinho

Levava eu um jarrinho
P'ra ir buscar vinho
Levava um tostão
P'ra comprar pão:
E levava uma fita
Para ir bonita.
Correu atrás

De mim um rapaz:
Foi o jarro p'ra o chão,
Perdi o tostão,
Rasgou-se-me a fita...
Vejam que desdita!
Se eu não levasse um jarrinho,

Nem fosse buscar vinho,
Nem trouxesse uma fita
Pra ir bonita,
Nem corresse atrás
De mim um rapaz
Para ver o que eu fazia,
Nada disto acontecia.

Este poema pode ser ouvido, aqui, pela voz de Manuela Freitas.


Ideias para brincar com este texto

2. Desfile de jarros poéticos, pela casa

Uma das coisas mais divertidas a fazer com este poema é memorizá-lo e dizê-lo com recurso a alguns objetos (um jarro, um tostão, uma fita), numa espécie de dramatização do poema. Toda a família pode participar, podendo até fazer-se um pequeno desfile de jarros poéticos, em que cada um diz o poema, ou uma parte do mesmo, enquanto manuseia um dos objetos. Não se esqueçam do registo vídeo deste desfile especial;)


NO COMBOIO DESCENDENTE


No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada.
Uns por verem rir os outros
E outros sem ser por nada
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada...

No comboio descendente
Vinham todos à janela
Uns calados para os outros
E outros a dar-lhes trela
No comboio descendente
De Cruz Quebrada a Palmela...

No comboio descendente
Mas que grande reinação!
Uns dormnindo, outros com sono,
E outros nem sim nem não
No comboio descendente
De Palmela a Portimão

Podemos ver, aqui, este poema interpretado pelos UHF (com legendas para acompanhar a letra).


E para terminarmos, de forma animada, esta visita à poesia de Fernando Pessoa, propomos:

3. O comboio do RAP

A poesia oferece imensas possibilidades: pode ser dita, cantada, dramatizada... de diferentes formas. Para este poema, propomos um RAP, que podemos acompanhar com um "instrumento musical caseiro". Vamos colocar dentro de uma garrafinha de plástico um pouco de areia, ou feijões, ou milho (algo que faça barulho:), e agitá-la para marcar o ritmo, enquanto vamos fazendo o nosso Rap. Podemos também desenhar o nosso comboio: cada carruagem uma estrofe!

Da coletânea Poetas de Hoje e de Ontem

Divirtam-se, e continuem a fazer-nos chegar os vossos trabalhos e as vossas experiências, pois são uma uma importante fonte de inspiração para todos nós!

#Figuem em casa e (re)descubram o prazer de ler juntos!







segunda-feira, 23 de março de 2020

Um tropel de palavras poderosas ou Um outro modo de olhar #Fique em Casa 4

Porque março é o mês da poesia, regressamos com uma antologia de João Manuel Ribeiro, um dos grandes nomes da literatura para a infância em geral, e da poesia em particular, em Portugal.


Trata-se de uma obra que reúne 21 poemas do autor, recolhidos de outras obras suas, como Poemas para Brincalhar, Rondel de Rimas para Meninos e Meninas, Algazarra de Versos, Desmatematicar, A Casa do João, etc. A seleção e organização é da investigadora Sara Reis da Silva, e a ilustração é coletiva: Anabela Dias, Ana Lúcia Pinto, Fedra Santos, Gabriela Sotto Mayor, Bolota, João Vaz de Carvalho e Sara Cunha são alguns dos ilustradores que colaboram nesta antologia. Informação complementar sobre a obra AQUI.


Escolhemos esta obra pela sua qualidade, pela possibilidade que nos oferece de uma visão panorâmica da obra poética de João Manuel Ribeiro, e pelo facto de todos os poemas que integram o livro poderem ser ouvidos pela voz do próprio autor AQUI (onde podem ainda ser descobertas outras obras).


Gostamos, naturalmente, de todos os textos. E, por isso, convidamo-vos a ouvi-los, uma e outra vez, a degustar as palavras, a sentir...
Selecionamos três poemas, pela pertinência dos temas e pelas possibilidades que nos deixam... para refletir, para conversar, para "imitar", para brincar.


O poema que dá título à obra e que integra a temática da Infância encerra uma poderosa mensagem de esperança, dá lugar ao sonho, e ao poder transformador da palavra, da poesia. Foi ilustrado por Ana Lúcia Pinto.
Se quiserem brincar com o poema...

1. Tropel, só no papel!

Vamos descobrir o que significa tropel, e construir o nosso: um TROPEL de PALAVRAS poderosas!



O segundo texto que destacamos é Pelo muro acima e abaixo, um poema pequenino, para memorizar e brincar



2. Animais a rimar

Podemos brincar com este texto, substituindo o nome dos animais, dos locais por onde passam, e do que fazem... vamos experimentar? Pela mesa acima... Também podemos experimentar ilustrar ao jeito da Gabriela Sotto Mayor!


E o terceiro texto, originalmente publicado em Desmatematicar (como facilmente se compreende), tem por título Contas de Somar! (Não se assustem, que não vamos mandar ninguém fazer contas a esta hora!:). É um poema muito divertido, onde o o autor fez poesia, brincando com os números! A Bolota ilustrou.



3. Contas de Poesia

Se quiserem experimentar, comecem por fazer listas de palavras que rimam com os números, e depois componham a vossa estrofe, o vosso poema. O mais importante é percebermos como a língua se pode transformar num autêntico laboratório de criatividade.




E, sobretudo, façam dos momentos de leitura, momentos divertidos! Não façam como o Senhor Chinfrim!

Continuem a partilhar connosco os vossos trabalhos e testemunhos, para que continuemos a inspirar-nos uns aos outros.

#Fiquem em casa e (re)descubram o prazer de ler juntos!